sexta-feira, 8 de abril de 2011

Mais que o corpo teu

            Há um cheiro de um corpo em meu corpo que não me pertence e que jamais me pertencerá, mas ao qual eu quero e não consigo me proibir de pedir e esperar.
Há pertences em meu quarto que a tal corpo pertencem aos quais me exijo olhar todas as noites.
            Há um corpo que me preenche bem enquanto não devo elucidá-lo, flameja intenso. Meus desejos decepcionam minha razão que não quer brincar em erro, trêmula pestanejo desistir, mas o porquê não se encontra.
            As perguntas continuam sem respostas, abandonar a felicidade momentânea por medo de sofrer parece difícil demais e o corpo meu relaxa agindo, tentando não esperar a felicidade abandona-lo.
            Paro de sorrir enquanto... de repente um telefonema teu, então o sorriso durará, após tal fato, o resto das horas, da noite, quando encabulada, antes que adormeça, interpretarei o corpo teu em meu corpo e ficarei cansada, adormecendo com os pensamentos, não no corpo teu, já de forma mentirosa usado, mas em você completo, o jeito, o diálogo, os sorrisos, a índole; tudo teu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário